3 passos para priorizar a cultura de diversidade na sua empresa

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Entenda como implementar uma cultura diversa e duradoura em pequenas e médias empresas


Lidar com a diversidade cultural pode ser um desafio para empresas de diferentes segmentos e tamanhos de mercado. Quando falamos em pequenas e médias empresas, implementar uma cultura que valorize – e respeite – as diferenças pode ser ainda mais complexo.

A complexidade do tema, no entanto, não reduz a sua relevância: empresas com quadros mais diversos têm 35% mais chance de retorno financeiro que a média do mercado, segundo pesquisa da McKinsey & Company, empresa global de consultoria. Além disso, investidores têm buscado cada vez mais a associação com empresas que valorizem práticas diversas e também com foco em sustentabilidade.

Segundo Thiago Roveri, head de pesquisas e atendimento de PMES na Mais Diversidade, empresa que oferece consultoria e treinamentos em diversidade e inclusão, a principal dificuldade relatadas pelas PMES no que diz respeito à diversidade está relacionada a estrutura e governança. “No geral, as PMEs ainda contam com uma estrutura menos robusta para trabalhar o tema, e isso dificulta no fomento de uma cultura em que diversidade seja uma responsabilidade de todos, e não uma ação do RH ou de uma ou outra pessoa na empresa”, explica.

Ter uma pluralidade social que ultrapasse os limites do público consumidor dos produtos e serviços da empresa e impacte também a equipe de colaboradores é uma tendência cada vez maior no mercado de trabalho. Ao falar em diversidade, segundo Roveri, é preciso lembrar que nos referimos à questão racial, cultura, de gênero e social. “Todos os seres humanos compõem a diversidade – e não apenas os que pertencem aos grupos em vulnerabilidade social. Essa informação é muito importante”, pontua. “Se as organizações não se estruturam sobre o tema, elas se tornam reativas aos desafios que naturalmente chegarão a elas vinculados a essa temática. E sendo reativa ela se torna defasada as organizações que proativamente trabalham esses desafios”, conclui.

Para implementarem e cultivarem uma cultura diversa perene no seu dia a dia da empresa, empreendedores e donos de pequenas e médias empresas devem levar em consideração questões como competitividade, acesso a capital, entre outros. Veja abaixo o passo a passo para implementar a diversidade de maneira sólida na sua empresa, de acordo com o especialista.

1. Estabeleça uma agenda

Nas pequenas e médias empresas, é sempre importante estabelecer uma agenda de diversidade e inclusão periódica. Nessa agenda, a empresa deve reunir as lideranças de todas as áreas para discussão sobre o tema e alinhamento de medidas práticas. “Isso acontece com o planejamento e estabelecimento de uma estratégia e governança de D&I (sigla para diversidade e inclusão) – independente do porte da empresa”, explica Roveri.

2. Invista em treinamentos
Estruturar um plano de treinamento para a alta liderança é uma medida essencial e deve ser feita de maneira estratégica – mesmo que a longo prazo.  “Treinamentos e sensibilização da alta liderança é fundamental”, explica. “A alta liderança é o exemplo cultural da organização, por isso eles precisam gradativamente se empoderar da ideia para se tornarem embaixadores do tema.”.

3. Avalie a percepção dos colaboradores
Segundo Roveri, avaliar as percepções sobre a temática de diversidade e inclusão por parte dos colaboradores e colaboradoras da sua PME permite ter acesso a um panorama real da situação da empresa. Para isso, o recomendado é a aplicação de pesquisas de diversidade. “Para saber como a empresa está em D&I, é preciso conhecer seus números demográficos (quantitativos) e percepções (qualitativos)”, diz.

Além dos benefícios junto ao mercado, a priorização da diversidade também favorece os processos internos das empresas, como interação entre equipes e resultados. “Cada vez mais as pessoas querem trabalhar em um ambiente seguro em que elas possam ser elas mesmas e expressar o seu melhor potencial. Essas características estão diretamente relacionadas aos trabalhos de diversidade e inclusão”.

“Não há como trabalhar D&I sem trabalhar a cultura da empresa. E é uma jornada… de semente em semente este processo ganha corpo e influencia a cultura. Uma jornada que precisa começar em algum momento e não deve terminar”, diz.