5 principais benefícios do Pix para pequenas e médias empresas

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Conheça a nova tecnologia de pagamentos do Banco Central e saiba como ela pode ajudar um negócio a prosperar


Em outubro deste ano, bancos e outras instituições financeiras dispararam inúmeras mensagens aos seus clientes a respeito do cadastro de chaves para o Pix, novo sistema de pagamentos que passará a operar a partir da segunda quinzena de novembro. A confirmação das chaves nada mais era do que o registro oficial de informações pessoais que serão utilizadas por pessoas e empresas na hora de receber e efetuar pagamentos.

Ao final do mês de outubro, o sistema, que passará a operar em 16 de novembro, já totalizava 762 instituições financeiras totalmente cadastradas e mais de 30 milhões de chaves registradas.

Embora a oferta do Pix seja opcional para bancos, fintechs e outras instituições financeiras, as transações a baixo custo também serão vantajosas a elas. De acordo com Bruno Diniz, Professor de Fintechs no MBA da USP e autor do livro “Fenômeno Fintech”, as transações mais baratas irão obrigar as instituições a criar diferentes pacotes para os clientes, além de impulsionar o mercado para o desenvolvimento de novas soluções, capazes de substituir as operações em TED e DOC. “O Pix traz mais competitividade a um sistema que é relativamente novo, e caberá aos bancos ofertar as melhores vantagens, como até mesmo a isenção dos custos – que já eram baixos –  para que as empresas continuem retidas naquele ambiente”, diz.

Vale lembrar que o Pix não é um aplicativo específico, tampouco exige a criação de uma nova conta corrente, visto que os bancos irão oferecer essa nova modalidade aos clientes dentro dos canais já existentes, como app e internet banking.

Vantagens do Pix para empresas

A velocidade das transações é o principal benefício do Pix para as pequenas e médias empresas, de acordo com Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil.

A agilidade, segundo o especialista, permite que o empreendedor tenha mais facilidade em manter as suas contas em dia, além de acelerar os pagamentos de funcionários e negociação com fornecedores, uma vez que os pagamentos acontecerão diretamente entre pagador e recebedor, sem intermediários.

No caso de empresas que trabalham com intervalos mais longos para valores a receber, o Pix pode encurtar o tempo de espera. “Acelerar o fluxo de caixa é uma coisa que tende a ser muito positiva para empresas que fazem muitas vendas no cartão de crédito, por exemplo”, explica. “O Pix pode até mesmo eliminar custos extras para os empresários, como é o caso da antecipação de recebíveis”, diz Brandt.

Para o líder de solução em varejo para PMEs do BTG+ business, Ewerton Tibaldi, a rapidez no recebimento de recursos é de fato o principal benefício para empreendedores que usarem o Pix. “Comparando com outras formas de recebimentos que temos atualmente, como por exemplo o boleto, que demora pelo menos um dia após o pagamento, ou o cartão de crédito, que pode demorar mais de um mês para receber (se não antecipar o recurso), o Pix terá recebimento imediato após a conclusão da operação”, explica.


“O Pix surge como uma forma de pagamento que vai ter custos inferiores comparados aos instrumentos que já existem no mercado, seja direta ou indiretamente”, diz Brandt, do Banco Central.  As taxas cobradas pelo Pix, segundo o especialista, serão mais acessíveis quando comparadas às cobradas por operadoras de cartões de crédito, maquininhas e até mesmo boletos, por exemplo.

Não será mais necessário reter os dados bancários do vendedor. Os pagamentos no Pix poderão ser feitos por meio de links gerados em smartphones e até mesmo via QR Codes, uma espécie de código de barras tridimensional. “Carteiras digitais já abraçaram o QR Code há um tempo. Com o Pix, isso será democratizado, ao ser utilizado em larga escala”, diz Diniz. Além disso, a tecnologia dispensa a necessidade de maquininhas para cartões de crédito e débito, pois bastará ter um celular à mão para efetuar as transferências.



Além dos métodos já conhecidos como TED e DOC, boletos e cartões de crédito e débito, as PMEs poderão agora oferecer mais uma modalidade na sua gama de métodos de pagamento. Pessoas jurídicas também vão poder usar o Pix para pagar fornecedores, salários de funcionários e tributos. Para os varejistas que utilizam o e-commerce como ferramenta de vendas, o método adicional promete acelerar ainda mais o processo.



Atualmente, não é possível ter acesso imediato à confirmação sobre o sucesso de uma venda. Já com o Pix, o vendedor receberá uma notificação sobre a conclusão da transferência de forma instantânea – o que traz mais transparência e tranquilidade a lojistas e outros empreendedores. “Quando há uma confirmação de compra, o comerciante automaticamente separa um produto, mas não fica sabendo se o consumidor já pagou por ele. O Pix surge como uma alternativa para acabar com a preocupação em gerir a ausência de informação e custos desnecessários ao devolver para prateleiras e preocupações adicionais com gestão de estoque”, diz Brandt.

A partir de 16 de novembro, a adesão ao sistema virá de forma gradual, e a utilização de recursos mais complexos com QR Codes comuns e dinâmicos deve levar um pouco mais de tempo. “Estamos em um momento de implementação e formação de preços e por isso, é difícil garantir que veremos um novo fluxo de pagamentos neste primeiro momento e que substituirá de fato os cartões físicos, mas o ambiente é propício, com mais de 700 instituições já aprovadas”, explica o executivo do Banco Central. 

Para se prepararem para o novo momento do mercado, as empresas devem olhar com entusiasmo para a chegada do Pix. O ideal, segundo Brandt, é que PMEs e microempreendedores estejam atualizados com os cadastros antes mesmo da data inicial da operação, com o objetivo de não atrasar a oferta do novo método aos seus clientes quando ele já estiver disponível. Uma boa alternativa é também investir no treinamento da equipe de vendedores, em lojas físicas e virtuais, para que sejam capazes de atender clientes que desejem pagar produtos via Pix.

O Pix no BTG+ business

Através da plataforma BTG+ business, nossos clientes poderão utilizar o Pix para receber e realizar transações. Para facilitar serviços e soluções que olham para as necessidades de pagamentos e recebimentos, o BTG+ business também oferecerá produtos, serviços e soluções que contribuam para uma gestão centralizada do fluxo de caixa de pequenas e médias empresas, como a antecipação de recebíveis.