Conheça as principais linhas de crédito e quais se encaixam no seu perfil

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Incentivos financeiros a pequenas empresas e microempreendedores auxiliam na continuidade de negócios


As linhas de crédito para pequenas empresas são um dos principais incentivos e propulsores do sucesso e mantimento dos negócios, sobretudo em um cenário de incertezas econômicas e sociais. No Brasil, a concessão de crédito pode acontecer de duas maneiras: financiamento ou empréstimo de recursos.

Tal como um cartão de crédito, o benefício é utilizado gradualmente, e o crédito disponível varia de acordo com o uso total. Neste texto, vamos mostrar quais são as principais linhas de créditos existentes hoje no mercado, as mais indicadas para pequenos e médios empresários e o que levar em consideração antes de realizar o pedido de crédito.

Em maio, motivado pela crise econômica ocasionada pela pandemia de novo coronavírus, o Governo Federal desenvolveu programas facilitadores de acesso ao crédito para ao setor, como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que cobra taxas de juros anual máximas inferiores ou iguais à taxa Selic; o PEAC, Programa Emergencial de Acesso a Crédito, em parceria com o BNDES, que concede crédito às pequenas e médias empresas, e o BNDES FGI que facilita a tomada de crédito por micro, pequenas e médias empresas com melhores condições de financiamento, menores taxas de juros, prazos mais longos e menores exigências de entrada.

Para poder ter acesso às linhas de crédito, é preciso que o empresário cumpra alguns requisitos básicos, que variam de acordo com o porte da empresa, valor total e o que cada linha é capaz de financiar. Contudo, os requisitos podem mudar em cada instituição financeira. No caso de MEIs, por exemplo, para a maioria das concessoras, a principal exigência para a obtenção de crédito é possuir ao menos 12 meses consecutivos de faturamento. Hoje, diversas instituições oferecem crédito para PMEs e MEIs, entre elas a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Como decidir a melhor linha de crédito para mim?

Entre os principais usos de linhas de crédito, destacam-se a aquisição de equipamentos, reposição de estoque, aquisição de capital de giro, amortização de dívidas e expansão dos negócios, por exemplo. Segundo Rogério Stallone, sócio do BTG Pactual e responsável pelo crédito corporativo, o principal passo para identificar a linha mais adequada ao perfil da empresa é identificar o principal destino para os recursos. 

Para ele, quando o foco da empresa é investimento – seja em equipamentos ou contratação de equipe – a linha de crédito mais recomendada é a de longo prazo, como por exemplo a Finame, do BNDES. “Se o empreendedor toma um investimento que vai surtir resultados em apenas alguns anos, com uma linha de crédito de 6 meses, por exemplo, ele corre o risco de acertar no case, mas de errar no timing”, diz. 

Outra linha de crédito mais buscadas e também mais recomendadas do mercado, segundo Stallone, é a de capital de giro, responsável por acelerar os descontos de recebíveis e também os pagamentos em cartão de crédito.

Entre as principais vantagens das linhas de crédito está o acesso imediato ao dinheiro. Ao mesmo tempo, relembra Stallone, o planejamento financeiro deve ser priorizado para evitar que as taxas de juros se tornem uma grande ‘bola de neve’. A injeção de capital auxilia o microempreendedor a suprir demandas e solucionar problemas de curto e médio prazo, mas é necessário pensar no futuro. De acordo com ele, uma das principais recomendações é evitar linhas de crédito emergenciais. “A melhor solução ao perceber que terá algum imprevisto é tentar antecipar, negociar junto ao banco e evitar a entrada nessas linhas com custo altíssimo e difíceis de sair”, diz.

Já em termos de desvantagens, uma das principais queixas dos empresários é a dificuldade no acesso e também a lentidão para a liberação do crédito. Para Stallone, para evitar determinadas burocracias e tempo excessivo na aprovação dos recursos, as empresas devem ter em mãos um compilado de informações básicas que são exigidas pelos bancos, tal como balanços financeiros, carteira de clientes, projetos de faturamento etc, sempre a fim de agilizar o processo. Por outro lado, destaca o executivo, os bancos precisam desenvolver uma visão ampliada para reduzir possíveis aversão a riscos.

Contudo, com a chegada do Open Banking, essa realidade tende a mudar. Com o livre, rápido e fácil acesso a dados, os bancos poderão ter mais autonomia nas análises e empresas terão mais facilidade em fazer as solicitações de forma automatizada.

Preparar-se para o pedido de crédito não é uma tarefa complicada, segundo o executivo. Empreendedores devem se atentar, acima de tudo, no prazo para a solicitação, priorizando sempre a necessidade de seus clientes. É preciso também estar ciente dos detalhes por trás da operação, como prazo de amortização, taxas de usos e a avaliação básica das condições para cumprir o acordo financeiro, entendendo suas limitações e necessidades.


Veja o exemplo do Pedro Lucas que transformou o crédito em oportunidade: