O futuro da educação: conheça as principais tendências para o ensino à distância

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Entenda como empresas e pessoas irão buscar aprendizado de forma digital nos próximos anos


As metodologias de ensino mudaram. Hoje, é possível aprender a distância e de forma não linear. O ensino a distância (EAD) tem sido a grande válvula de escape do sistema de educação para manter a continuidade do ano letivo e das atividades educacionais.

De acordo com um levantamento feito pelo Google, a procura por cursos de especialização em instituições de ensino a distância cresceu 130% durante a pandemia, o que também ocasionou um aumento na procura por plataformas e aplicativos de ensino.

Muito além dos fóruns interativos e bibliotecas virtuais, a pandemia impulsionou o ensino a distância para uma realidade muito mais dinâmica e acessível, com novas ferramentas e usabilidades que servirão como base para tendências cada vez mais avançadas de digitalização e interatividade, aponta João Pedro Resende, CEO da Hotmart, plataforma online de vendas e distribuição de cursos.

Segundo Resende, as inúmeras possibilidades de aprendizagem proporcionam às pessoas democratização do conhecimento e das possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional. O empreendedor também destaca um aumento de 176% na busca por cursos na plataforma e números de matrículas para alunos de todo o Brasil apenas no mês de abril.  Além disso, uma pesquisa do Google apontou que as buscas pela Hotmart no período de março a abril aumentaram cerca de 322%. 

Contudo, os avanços no ensino digital não estão restritos a alunos em fase escolar. Para Resende, isso serve também como incentivo para as pessoas que desejam uma profissionalização ou uma transição de carreira, por exemplo. “Acredito que a busca pelo ensino online atinge a todos, no mercado empresarial e também pessoal, por meio de cursos, eventos e mentorias”, afirma. Os cursos online ajudam o profissional a ganhar aprendizados no mercado de trabalho, melhorando seu posicionamento no mercado em tempos de competitividade extrema e novas exigências profissionais.

Empresas também passaram a olhar mais para o bem-estar mental de seus colaboradores e, com a oferta de cursos online, a tendência pela busca será cada vez maior, explica Resende. Para ele, o desenvolvimento pessoal e bem-estar serão áreas de destaque nos próximos anos, além de aconselhamento de carreira e esportes. “As pessoas passaram por longos períodos de reflexão na pandemia, e muitos estão repensando suas prioridades, carreiras e relações com as finanças, buscando alternativas e mudando seus hábitos. E  tudo isso impulsiona a venda de cursos online.” 

Para ele, o modelo de ensino digital que temos hoje já foi fortemente impactado com a pandemia, e deve passar por ainda mais mudanças no médio prazo, sem deixar de lado a popularidade conquistada em tempos de isolamento social. “Tenho certeza que esses números vão se ampliar. Um dos motivos para esse cenário pode ser atribuído às pessoas que antes tinham resistência ao ensino online e, agora, impossibilitados de aprender no offline, acabaram migrando e aceitando o ensino a distância pela primeira vez. Ao mesmo tempo, muitos professores e profissionais também conheceram o impacto que podem ter ao ensinar online”.

Veja abaixo as principais tendências do ensino a distância que devem reverberar no mercado nos próximos anos e entenda como sua empresa pode tirar proveito de cada uma delas.

Mobile Learning

Plataformas arcaicas deixarão de existir e, nesse contexto, o uso de smartphones ganha destaque. Com o mobile learning, alunos e professores poderão, em tempo real, criar novos ambientes de aprendizagem em diferentes dispositivos com conexão à internet. “Há ainda muita oportunidade de evolução no mercado de ensino online, trazendo novos temas e formatos para os consumidores. Há muitos estudos e experiências em andamento sobre a melhor forma de engajar o público, manter a atenção e causar a transformação esperada nos alunos por meio das aulas à distância.”

Acesso liberado

O acesso a conteúdos será mais simples e ágil. Ao acessar materiais de ensino, o aluno não precisará necessariamente pagar por isso. Será cada vez mais comum a precificação apenas para certificação, com um acesso à informação mais democrático e aberto.

Preços acessíveis

A democratização do acesso ao ensino virá, antes de mais nada, com a redução dos valores cobrados em cursos, especializações e programas de aprendizagem. Com a adaptação em massa de empresas e pessoas às plataformas e o aumento na busca, também será cada vez mais comum a queda nos preços de pacotes de cursos corporativos.

Educação continuada

O investimento em educação continuada, que nada mais é a busca contínua por novos conhecimentos, também será comum. A aprendizagem contínua será necessária sobretudo no campo profissional, para profissionais que desejam se atualizar e manter-se relevantes no mercado de trabalho.

Gamificação

O processo de aprendizagem deverá ser cada vez mais interativo e lúdico. Com a gamificação, alunos de diferentes idades poderão acessar conteúdos, avaliações e farão interações com outros colegas por meio de jogos e ambientes virtuais que promovam engajamento e criatividade no processo de aprendizagem. Atualmente, a gamificação é comum entre as empresas 

Inteligência Artificial (IA)

A Inteligência Artificial aplicada à educação permite mais agilidade e o uso de dados para a personalização do conteúdo para cada colaborador e estudante, conforme suas preferências e interesses. Os chatbots também devem ter papel importante nisso, abreviando e esclarecendo dúvidas pontuais.

“A transição do modelo presencial para o digital exige mais do que filmar aulas presenciais. Pensando de maneira global, temos ainda a barreira do idioma em muitos mercados, que pode ser resolvida com tecnologias de tradução simultânea e legendagem mais avançadas. Imagine, por exemplo, poder fazer um curso de sushi ministrado por um dos melhores profissionais de Tóquio”, diz Resende.