Os impactos da pandemia para os pequenos e médios empresários

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Como os setores de serviços, comércio e indústria foram afetados pela pandemia


A pandemia trouxe mudanças na vida das pessoas e nos negócios. Para as pequenas e médias empresas, o momento tem sido bem desafiador. Para o consultor do Sebrae, Felipe Chiconato, as empresas que não se adequarem rapidamente ao novo contexto, tendem a fechar as portas. Por outro lado, o momento foi oportuno para inovar em produtos e formas de atendimento, que provavelmente, demorariam anos ou décadas para acontecer. 

Veja os principais impactos gerados pela pandemia nos 3 principais setores da economia que foram identificados pelo Sebrae.

Comércio

Por conta do isolamento social provocado pela pandemia, o comércio foi super afetado, pois com a redução significativa da circulação de pessoas, a consequência imediata foi a queda nas vendas, principalmente de negócios em que costumavam ter aglomerações. Em contrapartida, os empresários passaram a focar nas vendas online e em serviços de delivery. 

Além disso, passaram a levar em consideração a relevância ou não de da loja física. No processo de retomada, as empresas estão adequando novas rotinas de convivência, atendimento e funcionamento, e buscando reduzir a estrutura para ter mais eficiência na entrega.  

Serviço

O setor de serviços também foi brutalmente afetado pela pandemia, inclusive com fechamento e falência de negócios, pensados para ter circulação de pessoas, como por exemplo empresas relacionadas ao segmento de turismo. Outra consequência foi o  aumento de custos associados à limpeza e higiene. 

É possível notar que muitos estabelecimentos têm priorizado transparecer a implantação de medidas de segurança e a preocupação com a saúde das pessoas. Inovações na entrega de serviços já existentes também foram constatadas. Exemplo disso, foi o que aconteceu com algumas instituições de ensino básico, fundamental e médio, que adaptaram o formato de aulas presenciais para o online. Já eventos como cinema drive-in (assistir filmes dentro de carros) ganham destaque na quarentena.   

Indústria

Na indústria, acontece o efeito cascata, pois como houve diminuição no consumo no comércio e serviços, logo a indústria é afetada diretamente por perder mercado. A redução de postos de trabalho e o endividamento para a manutenção da operação foram alguns do efeitos da pandemia. Por outro lado, a automatização para redução da mão-de-obra aplicada no processo produtivo ganhou notoriedade.

Para recuperar os negócios, várias empresas estão procurando reestruturar processos que foquem em novos produtos, a fim de atender o novo comportamento de consumo. A busca de canais de vendas que valorizem a cadeia curta, ou seja, em que a empresa vende para o consumidor com o menor número de atravessadores, tem sido uma realidade. 

Atenção na retomada!

As palavras de ordem são adequação e eficiência. O consultor do Sebrae dá 5 conselhos ao empreendedor:

  • Adequar-se à nova realidade o quanto antes; 
  • Verificar se o produto está sendo consumido;
  • Estar atento a Como e O que o cliente está comprando;
  • Fazer mais com menos e
  • Evitar desperdícios e erros no processo para garantir uma vida extra ao negócio e não o crescimento dele. 

O segredo do sucesso dos empresários que conseguiram crescer na crise, de acordo com o Felipe Chiconato do Sebrae, foi a forma como eles se comportaram diante das dificuldades, demonstrando capacidade de adaptação, iniciativa de buscar alternativas e a não se contentar com a primeira solução, posicionando-se como protagonista do seu negócio e assumindo as decisões e os risco de cada uma delas. “Para mudar a empresa comece mudando a você empreendedor!” conclui o especialista com essa dica de ouro.