O poder do marketing de influência para o crescimento da sua empresa

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Influenciadores digitais utilizam as redes sociais para gerar novos negócios


As tendências de consumo digital que eram observadas nas redes sociais se concretizaram como estratégias fundamentais de negócio durante a pandemia da Covid-19. Se antes o foco para vender um produto em larga escala era divulgá-lo em um grande evento ou em uma avenida com grande circulação, hoje a tendência que promove melhores resultados é saber escolher o influenciador digital certo.

Quando as redes sociais como YouTube, Instagram e TikTok surgiram, muito se falou nas mudanças na interação dos seus usuários, mas o que também podemos observar é que está acontecendo uma drástica mudança no consumo dessas pessoas. 

Influência digital & Consumo

Esqueça a prática de ir ao shopping ou outras lojas físicas para encontrar um produto que deseja. Com o advento do marketing de influência, os seguidores de um determinado perfil são impactados com produtos que não necessariamente estavam buscando, mas que passam a considerar como possíveis compras após terem sido indicados por uma pessoa de confiança – no caso, um influenciador.

E as marcas que apostam nessa estratégia colhem bons resultados. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Shareablee, 48% das pessoas de 18 a 24 anos disseram ter comprado um produto após a recomendação de um creator. “A publicidade através de influenciadores é a forma mais direta que um produto pode chegar ao seu público-alvo”, explica a especialista em empreendedorismo digital Patrícia Brazil.

É o caso da Maira Alves, influenciadora digital e proprietária da marca de cosméticos Amiglis, empresa que nasceu primeiro na internet. Usuária assídua de redes sociais, ela decidiu colocar à venda alguns kits de shampoo e condicionador que havia trazido de uma viagem ao exterior. “Em menos de uma hora eu já havia vendido todos os cinco kits. Ali, eu senti uma oportunidade de negócio”, explica a empresária.

Em 2018, quando a empresa começou, eram apenas três produtos em linha destinados a pessoas loiras. Em 2020, a marca possuía 53 produtos no catálogo. Até então, toda a divulgação era feita, sobretudo, no Instagram. 

Marketing de influência em crescimento

Indo na contramão da maioria dos setores da economia, o mercado de marketing de influência conseguiu não apenas se manter durante a pandemia, como também se expandiu, atingindo números expressivos.  A Amiglis, por exemplo, nasceu na internet e conseguiu se expandir fora dela mesmo durante a crise. “Mudamos para um espaço administrativo muito maior do que estávamos antes. E, mesmo estando em pandemia, nós conseguimos abrir uma loja no shopping. Uma coisa incrível”, comemora Maira.

Para os influenciadores, a pandemia foi um momento de oportunidades, porque as marcas, os produtos e os serviços que não anunciavam online, correram para a internet”, explica a especialista em empreendedorismo digital. Para ela, as marcas que estão apostando nesse formato perceberam que essa estratégia dá resultado e é uma forma de estar mais próxima do cliente. “Afinal de contas, o brasileiro não passa o dia com a cara na TV, ele passa o dia com a cara no celular”, completa.

O momento também exigiu mais dos influenciadores, que passaram a ser cobrados por conteúdo de qualidade. “Se antes a gente tinha muitas influenciadoras mostrando um estilo de vida muito fútil ou muito montado, eu acredito que agora, a partir de 2020, esse estilo de vida não cabe mais na vida de ninguém. Ficou um pouco sem sentido e essas pessoas tiveram que se reinventar”, comenta Patrícia.

Para crescer como influenciador digital, a pessoa precisa saber como imprimir a sua personalidade na hora de apresentar um produto específico, além de conhecer técnicas e ferramentas que possam ajudar a gerir e planejar o seu conteúdo. Para Patrícia, o mais difícil para um influencer é se manter relevante por mais de dois ou três anos, porque isso exige planejamento e estratégia.  “Você pode começar do seu quarto, mas para ser grande, você precisa entender do seu negócio”, finaliza.