Veja as tendências de negócios para 2021

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A pandemia transformou o mercado e é preciso se adaptar para ter sucesso


O ano de 2020 foi atípico e ficará marcado na vida de todos, não há como negar. A pandemia nos pegou desprevenidos e nos obrigou a rever prioridades, mudar rotinas e aderir a novos hábitos. Com um evento tão intenso, a economia também foi afetada e se transformou. Empresas e funcionários se adequaram ao home office, os serviços foram digitalizados e em 2021 seguiremos tendências que refletem as mudanças de comportamento da população.

Como exemplo de inovações bem recebidas podemos citar o Pix, agilizando pagamentos e transferências bancárias, o crescimento de ferramentas como o Zoom e o Google Meet, para realizar reuniões online, ou ainda o aumento do público de podcasts e plataformas de streaming. Nós nos adaptamos às novas condições de vida e abraçamos tecnologias que nos ajudam a manter as atividades, mesmo em isolamento. 

É claro que a pandemia não acabou e o processo de imunização pode ser demorado, mas enfrentamos um período de investimento na retomada das atividades e é importante se manter alerta. Ficou claro que, para não perder o ritmo, é preciso incorporar as novas rotinas ao desenvolvimento das empresas e ouvir como consumidores e funcionários reagem às opções.

As mudanças são definitivas

O primeiro passo soa simples: entender que o que aconteceu em 2020 não é passageiro. Para William Cordeiro, diretor executivo do GVAngels que também passou pela Stockholm School of Economics, na Suécia, o ano passado foi o momento de ressignificar o trabalho, e 2021 é hora de colocar tudo que foi aprendido em prática com mais planejamento. 

“As transformações desencadeadas pela pandemia são um caminho sem volta. Veja, por exemplo, o que acontece com os bancos: clientes se viram obrigados a adotar o internet banking como única saída, o cuidado redobrado com riscos de infecção acelerou a adoção de pagamentos com cartões contactless, as reuniões internas se provaram produtivas por videoconferências… O uso da tecnologia no isolamento impulsionou e facilitou processos. O que antes só acontecia presencialmente, agora se mostra não apenas viável, mas azeitado pelos enormes ganhos de produtividade”, comenta Cordeiro. 

O especialista afirma que não poder sair de casa, mas precisar manter o trabalho ativo, serviu como uma provocação para as empresas quebrarem os antigos padrões de trabalho e criarem alternativas que, felizmente, se mostraram eficientes. “Dois anos atrás, dificilmente investiríamos em uma startup sem conhecer os empreendedores pessoalmente, sem ao menos visitar a sede da empresa em questão. Hoje isso já faz parte da realidade dos oito últimos investimentos em startups assinados em 2020 pelo GVAngels”, exemplifica.

Como se preparar para aderir às inovações

As alternativas e os novos processos de trabalho podem causar receio de início, e sempre é difícil mudar, mas é preciso reconhecer que tempos transformadores clamam por novidades e que inovações não são ameaças, são oportunidades. 

“O empreendedor brasileiro, na média, encara a inovação com uma postura tipicamente reativa, buscando se reinventar apenas no entendimento escancarado da sua obsolescência. Devemos seguir um caminho oposto, o ideal é que a inovação seja implementada constantemente como um ferramental para a resolução de problemas. Nessa linha, existem diversas plataformas disponíveis na web em forma de SaaS (Software as a Service) que podem se configurar como soluções simples para acelerar a transformação digital das empresas”, fala Cordeiro. “A incorporação de uma cultura de adoção de novas tecnologias é o cerne para a construção de um negócio robusto”.

Como conselho, o especialista diz que pequenas e médias empresas deveriam buscar soluções simples e eficientes, com baixos custos de troca e implantação com pouca fricção. “Existem centenas de soluções em nuvem disponíveis para o apoio dos mais diversos segmentos de negócio”, completa Cordeiro. 

Pensando em vendas para este ano, uma ferramenta eletrônica que o diretor acredita que merece atenção especial do pequeno e médio empreendedor é a DragApp, uma plataforma de gerenciamento de tarefas e acompanhamento de projetos integrada ao Gmail, ou seja, uma ferramenta que centraliza tudo que é preciso para gerenciar seu time.

Por fim, como área e segmento de negócio tendência para 2021, Cordeiro afirma que vê com “muito bons olhos” o setor de Healtechs, CleanTechs, Fintechs e qualquer outro modelo de negócio alinhado com a pauta ESG. Por outro lado, diz que negócios baseados em hardware, com uso de capital intensivo e, também, cujos insumos para produção estão precificados em moeda estrangeira, podem ser arriscados para este ano. 

A dica final é para o empreendedor se aproximar de startups. “É através da contratação de novos produtos ou serviços que pequenos empreendedores poderão surfar a onda da digitalização junto com as empresas de tecnologia”, finaliza o especialista.